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VOCÊ SABIA...que, no dia 22 de novembro, comemora-se o DIA DO MÚSICO? O ideal seria homenagear o maior número possível deles. Mas isso, sabemos, é impossível num único texto. Ainda mais em Ribeirão Preto que, de certa forma, é uma cidade musical, dada a quantidade de talentos que por aqui passaram, ainda estão e aparecem a cada dia. Como critério, o melhor, agora, é relembrar o passado remoto até a criação da Sociedade Lítero Musical ( Orquestra Sinfônica) e, na medida do tempo, e em outros artigos, prestar outras homenagens. Na cidade, a primeira Banda estreou em 1.887, regida por Pedro Xavier de Paula, o “Pedro Músico”, que não foi propriamente o seu regente. Por volta de 1.889, havia um trio familiar, de origem italiana, o velho Hermenegildo Beretta, que tocava violino, o filho Procópio, no contrabaixo, e o neto Cirillo, na clarineta. Animavam casamentos, batizados, inaugurações, soirées dançantes, etc. Mais tarde, Hermenegildo Beretta Filho, conhecido por Gildo, transformou o trio no “Jazz Band “Bico Doce”, que fez sucesso até se extinguir em 1.947. Em 1894, apareceu a 2ª. Banda, com o nome de “Filarmônica Bersaglieri”, organizada por José Munhai e composta por membros da colônia italiana. Logo em seguida, elementos dessa colônia organizaram outro conjunto com a denominação de “Garibaldinos”. Em 1902, apareceu a Banda “Filhos de Euterpe”, que durou muito tempo, sempre regida pelo maestro José Delfino Machado. Foi contratada pela Câmara Municipal e realizava as retretas da praça, onde hoje está o monumento ao soldado constitucionalista. Depois surgiu a “Banda da Mogiana”, regida pelo maestro Conegundes Rangel. Ainda na primeira década do século XX, existiam as Corporações Musicais “União Progressista”, organizada por Torquato Elias da Silva, “Italo Brasileira”, dirigida por Marcos Vecchio, e “Santo Antonio”, dirigida por Sebastião Somma. É preciso ter em mente que, nessa época, ainda tinham os conjuntos musicais que abrilhantavam as noitadas dos cabarés, tais como o “Eldorado Paulista”, o “Moulin Rouge” e o mais famoso de todos o “Cassino Antarctica”, não se esquecendo que, nas outras ”Casas de Diversões”, principalmente nos cinemas, que eram mudos, sempre havia um músico ou mais nas sessões. Assim era no Theatro Carlos Gomes, no Politeama, no Paris Theatre, no Ideal Rink e no Cinema Rio Branco.A propósito do esforço até a fundação da Sociedade Lítero Musical, houve algumas tentativas que marcaram a vida da cidade. Nas décadas de 20 e 30, pontificavam valores como os músicos-maestros Luiz Delfino Machado, Carlos Nardeli, Antonio e Pedro Giammarusti, Ignácio Stábile, Alfredo Pires, Edmundo Russomano e o Cônego Francisco de Assis Barros, dentre outros. Assim, é que, no início da década de 20, formou-se a “Sociedade de Concertos Sinfônicos de Ribeirão Preto”, que apresentou vários concertos, e a orquestra tinha como regente Luiz Delfino Machado, e, como músicos, Hermenegildo Beretta, Augusto, José e João Gumerato, Guido Crosta, Max Bartsch, Manoel da Silva, Dario Guedes, Francisco de Biase, Belmácio Pousa Godinho, Eudóxio Manço, Sebastião Somma. Na década de 30, outra “Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto” apareceu, tendo por músicos, muitos dos acima citados e, mais, José Puga, Caetano Baccega, Alex Simeck, Benedito Silva, Hércules Gumerato, Teóphilo Garcia, Luis Spanó, Raul Rossi, David Travesso. Essa foi a orquestra que, no dia 08 de outubro de 1930, participou da inauguração do “Theatro Pedro II”. Ainda em 1.937, existiu a “Sociedade Cultural Artística de Ribeirão Preto”, com uma orquestra regida pelo Maestro Ignácio Stábile, mas que teve vida efêmera. Até que, em 23 de maio de 1.938, músicos e representantes de várias classes sociais e fundaram a “Sociedade Lítero Musical de Ribeirão Preto”, tendo por primeiro presidente o músico Max Bartsch, e tendo por finalidade principal organizar uma Orquestra Sinfônica, que realizou o seu primeiro concerto no dia 22 de setembro de 1938.Para concluir, homenagem deve ser prestada àqueles que animaram a noite e nos deixaram, muitos deles precocemente, tais como Mário Feres ( pianista), Henrique Bartsch ( guitarra e teclado) Johnny Oliveira ( baixista), Dirceu Fernandes ( piano), João Viviani( teclado), Joe Cabral(violão), Sussuca Aude ( violão), Diocles Ribeiro da Silva( contrabaixo-Sinfônica) Armandinho ( chorinho), Zé da Conceição ( violinista), Bilo ( saxofonista) e Paulinho de Souza ( violão), .