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VOCÊ SABIA...que, no dia 19 de agosto, comemora-se o DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA? É uma boa ocasião para se conhecer o que foi escrito sobre essa arte em Ribeirão Preto, no passado. A respeito, existem dois estudos, que são referenciais: o artigo “A fotografia: seu aparecimento e expansão na capital do café no período da Primeira República”, in Revista Comunicação e Artes, São Paulo, n. 17, p. 119-131. 1986, de autoria de Maria Elízia Borges e o trabalho “História da Fotografia - Levantamento Documental Sobre a Fotografia em Ribeirão Preto ( 1890-1950) Pesquisa e Texto: Tânia Cristina Registro;Colaboração na pesquisa: Mauro da Silva Porto;Revisão Geral: Leila Heck e Elza Luli Miyasaka; Revisão de Texto: Alice Gomes Heck. Em Ribeirão Preto a primeira referência à presença da fotografia data de 1886, quando o Imperador D. Pedro II e sua esposa estiveram na cidade. Estranha-se não se conhecer nenhuma fotografia do evento, pois, como é sabido,  D. Pedro II, possivelmente tenha se tornado o primeiro fotógrafo com menos de 15 anos do Brasil, quando no ano de 1840 adquiriu um daguerreótipo, em Paris. Ainda será possível que algum dia encontremos fotos de sua visita a Ribeirão Preto. Na mesma ocasião, quando de seu retorno ao Rio, passou por Descalvado-SP e ali houve foto. A introdução do café em Ribeirão Preto, por volta de 1870 e início do século 20, transformou o município de Ribeirão Preto em um importante polo econômico, que atraiu um número significativo de fotógrafos profissionais,principalmente de origem europeia.Dentre esses, houve profissionais que exerceram exclusivamente a atividade de fotógrafo, já outros, acumularam outras atividades. Com base nos trabalhos mencionados, e dada e exiguidade de espaço de que dispomos, vamos apenas mencionar os seus nomes e épocas, podendo uma informação mais completa ser obtida com a leitura das publicações indicadas. Os estrangeiros João Passig e Emílio Travers figuram como detentores dos primeiros alvarás e licenças, para exercer a profissão de fotógrafo: João Passig no exercício de 1891-1892 e Emilio Travers no exercício 1892. Entre 1903 e 1904, aparece o nome de Sylvio De Cenzo. Outro nome no período de 1905 e 1913 é Francisco Pugliani. Da mesma época é Affonso Picarelli, que teria trabalhado com João Passig. José da Silva Mattos (JS Mattos),no ano de 1907 era o proprietário da Photographia Mattos, na rua Amador Bueno n. 96. Teria sido sucedido por Manoel Mattos.Em 1913, Aristides Motta figura como um fotógrafo atuante na cidade, estabelecido com o Atelier Aristides: photographia, cinematographia e gravura. Ernesto Kühn iniciou suas atividades como fotógrafo, em Ribeirão Preto, no ano de 1911, tendo trabalhado, também, com o comércio de artigos fotográficos. Flósculo de Magalhães teria aqui trabalhado no período de 1909 a 1911. Aristides Muscari atuou entre 1912 e 1921. Por sua vez, entre os anos de 1926 e 1929, Rainero Maggiori trabalhou em parceria com Aristides Motta. Na mesma época, exerceram a profissão João Baptista Lami, Guido Lami e Romildo Cantarelli, que atuou, principalmente,como fotógrafo de estúdio, retratando noivas, personalidades,etc. Ainda na década de 1910, alguns outros fotógrafos estiveram estabelecidos com ateliês fotográficos na cidade, tais como Aristides Nassau: estabelecido em 1911; Afonso (ou Alonso) Loupi: seu registro aparece no ano de 1911; Leonard C. Stone & Henrique Haussaner: entre os anos 1917 e 1918.Ernesto Zerbetto exerceu a atividade de fotógrafo em Ribeirão Preto, como uma atividade complementar. mas atuou como fotógrafo profissional em São Simão até o ano de 1933.Conforme os registros de impostos, nas décadas de 1920 e1930, atuaram os seguintes fotógrafos:Anselmo Gomes, ou A. Gomes: estabelecido entre os anos 1921e 1926; Adolpho Lazzarini: em 1926; Metero Zecheira, de 1925 a 1932. No ano de 1939, aparece o nome de José Gullaci Júnior; Waldomiro Camargo; J. Mattos & Cia.; Ângelo Touso; Gaia Gomes & Cia; José Gullaci e José Gullaci Júnior. Na década de 1950, surgiu a primeira mulher a atuar como fotógrafa, LauraSerrambana Camargo, no ano de 1950. Ainda em 1950 foi instalado na cidade o estúdio fotográfico da família Miyasaka.Fernando Garzon: no ano de 1951. Como “lambe-lambe”, trabalharam na Praça XVde Novembro e na Praça Schmidt: José Leonardo e Álvaro Belles, João Müller.O escritor e memorialista Prisco da Cruz Prates (1983,p.101) cita o nome de Miguel Scaddigno, como o “[...] introdutor das fotografias instantâneas nos jardins da cidade”. Nessa parte, destaque merece o fotógrafo ambulante Salim Aissum, que além de registrar cenas inusitadas de Ribeirão Preto,como as coristas do Cassino Antárctica, viajou pelo Brasil fotografando festas religiosas e cenas do cotidiano. Por fim, são citados nos trabalhos fotógrafos, estabelecidos em outras cidades, que realizaram importantes instantâneos de Ribeirão Preto, como por exemplo,Guilherme Gaensly de São Paulo, autor de fotos da fazenda Guatapará, publicadas em 1911 na revista Brazil Magazine e Henrique Theodor Preising, autor de fotos da Fazenda Chimborazo (Cravinhos) e do centro de Ribeirão Preto, na década de 1930.