VOCÊ SABIA... que, no dia 03 de abril de 1873, pela Lei Provincial n.
40, promulgada pelo presidente João Theodoro Xavier, foram criadas AS PRIMEIRAS
CADEIRAS PÚBLICAS URBANAS DE PRIMEIRAS LETRAS PARA OS SEXOS MASCULINO E
FEMININO EM RIBEIRÃO PRETO? Como é da história, o município conseguiu a sua
autonomia de São Simão em 1871, mas foi instalado somente em 04/06/1874. Desde a Constituição de 1824, o ensino competia
à Província (Estado) e certamente, antes, enquanto Distrito, o ensino básico público
provincial era proporcionado pela Vila (Município) de São Simão e, no
particular, por abnegados professores. Assim,
por aqui, como município, foi a partir de 1874 que essas cadeiras de ensino provinciais
funcionaram. Para tanto, foi nomeado para regê-las o casal de professores
Bernardino de Almeida Gouvêa Prata e Euphrázia Eugenia de Almeida Prata. Eles
apresentaram os seus títulos na sessão da Câmara Municipal, com atribuição delegada,
conforme ata de 14/07/1874. As
matrículas inaugurais foram de 45 alunos e 25 alunas. Bernardino, muito
erudito, já atuava em Ribeirão Preto e região como advogado e professor de
línguas desde o final de 1871. Em
01/11/1872, o jovem professor reuniu outros maçons da cidade e cidades
vizinhas, idealizou e fundou a “Loja Maçônica Amor e Caridade e seu Capítulo”,
presidindo-a até 1874. Além de ensinar no ensino público, D. Eupházia Eugênia, com
o apoio de Dna. Edwirges Carolina da Silva Gusmão, 2a. esposa do Dr. Joaquim
Estanislau da Silva Gusmão, Presidente da Câmara e Chefe do Executivo (1881-1883)
e de Dna. Maria Adelaide Miranda Paixão, aqui instalou a primeira escola de
letras particular para o sexo feminino. Ainda
com respeito às Escolas de Alfabetização e Ensino das Primeiras Letras
particulares, no Município, se instalaram o Colégio Oliveira (1888); Colégio
Metodista (1899); Colégio N.S. da Conceição; Externato Agostiniano; Escola do
Povo, Colégio Spencer; em 14 /02/ 1912, foi criado o Colégio Progresso,
precursor do COLÉGIO SANTA ÚRSULA; em 09/02/ 1918, foi instalado oficialmente o
Externato Nossa Senhora Auxiliadora, que deu origem ao atual COLÉGIO
AUXILIADORA; Ateneu Demétrio; em 1948, as
irmãs Franciscanas da Ordem da Imaculada Conceição fundaram o Colégio
"Sagrado Coração de Maria, onde, antes, havia a Escola Alemã; Colégio
Furquim; Colégio Rangel Pestana; Escola Umberto I; Escola Alessandro Manzoni;
Escola Princesa Iolanda, Externato Paiva Guimarães; Escola Americana Mista,
Escola Rainha Margarida; Escola Noturna Estrela D´Oeste; Escola Rui Barbosa;
Escola Masculina São Félix; Escola Olavo Bilac; Escola Dr. Altino Arantes;
Externato Santos, Instituto Augusto Freire e Colégio Sampaio. As monjas do Vita
et Pax. em 31/03/1952 receberam as primeiras 15 alunas. Se a oferta do ensino básico urbano provincial
(estadual) ocorreu desde a autonomia do município, o mesmo não aconteceu com o
ensino básico rural, de competência municipal. Foi somente em 31/01/ 1904, que, pela primeira
vez, foi regulamentado o ensino primário da zona rural. Assim o fizeram a
Câmara e o prefeito Dr Floriano Leite Ribeiro. As primeiras letras, nas
fazendas, ou inexistiam ou os proprietários das fazendas mais próximas
disponibilizavam transporte para a cidade. A maioria nem isso fazia receosa de
que a educação pudesse provocar a evasão de mão de obra. Era grande o analfabetismo
no meio rural. Assim, os pontos principais da legislação municipal foram a
criação de escolas nos bairros ou na zona rural com, no mínimo, 60 alunos de 7
a 14 anos. A preferência seria da escola rural, desde que o fazendeiro garantisse,
além das instalações, a moradia (ou transporte) e, inclusive, os vencimentos ao(à)
professor(a), ou que o(a) professor(a) fosse voluntário (a), exigências que, na realidade, não ajudaram a expansão da rede. A
primeira escola a atender os requisitos foi a da Fazenda Santa Amélia, situada
na estrada velha de Guatapará, bem distante da cidade, de propriedade da
benemérita D. Amélia Junqueira, na ocasião já viúva do Cel. Manoel Maximiliano
da Cunha Diniz Junqueira e uma das maiores produtoras de café do município. O
porte da fazenda, que tinha famílias italianas numerosas, atendia assim ao
número mínimo e as faixas etárias. A distância e o perfil humanitário da
proprietária contribuíram para esse empreendimento pioneiro. O primeiro professor, voluntário, foi José de Paiva Roxo, estabelecido com farmácia na Fazenda Santa Amélia, sendo igualmente boticário na Fazenda Santa Rita, pertencente ao Capitão Joaquim Firmino de Andrade Junqueira. Como professor voluntário, alfabetizava os filhos dos colonos. Em 1914, já com farmácia na cidade, onde se reuniam políticos e a melhor sociedade, elegeu-se vereador, sendo fiel correligionário do chefe político Cel. Quinzinho da Cunha Junqueira.
FOTO DO PROF, Bernardino de
Almeida Gouvêa Prata
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FOTOS DA FAZENDA SANTA AMÉLIA
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